Bem-estar animal não é uma pauta à parte da criação legal. Faz parte da base técnica de qualquer atividade séria com fauna nativa e exótica. Onde há manejo inadequado, há sofrimento evitável, risco sanitário maior e, inevitavelmente, um argumento enfraquecido de quem cria dentro da lei.
Para a Nova Abrase, defender a criação regular é também defender boas práticas de manejo. Origem legal, documentação organizada e cuidado diário com a saúde física e comportamental dos animais não são escolhas separadas. Um setor que exibe documentação mas não comprova prática não sustenta o argumento de que legalidade faz diferença.
Responsabilidade começa no manejo diário
- Ambiente compatível com as necessidades da espécie.
- Alimentação, higiene e rotina de manejo adequadas.
- Prevenção de estresse, lesões e sofrimento evitável.
- Acompanhamento técnico quando a atividade ou a espécie exigir.
- Registros contínuos, que documentam o cuidado e servem de referência em vistorias e fiscalizações.
Bem-estar fortalece a legitimidade do setor
Criadores licenciados que demonstram cuidado consistente têm mais terreno para dialogar com consumidores, autoridades e imprensa. Quando a prática confirma o que o documento declara, o argumento da criação legal ganha peso real.
O conteúdo tem caráter informativo e institucional. Casos individuais devem ser avaliados por profissional habilitado e conforme a legislação aplicável.
Referência normativa
A Resolução CFMV nº 1.236/2018 define e caracteriza crueldade, abuso e maus-tratos contra animais vertebrados, e dispõe sobre a conduta obrigatória de médicos veterinários e zootecnistas ao constatarem essas situações. A resolução foi parcialmente alterada pela Resolução CFMV nº 1.652/2025 (publicada em 02/07/2025).




