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Pesquisa mundial mapeia 140 mil répteis criados por responsáveis em 74 países
DADOS DO SETOR

Pesquisa mundial mapeia 140 mil répteis criados por responsáveis em 74 países

Junho de 2026Responsible Reptile Keeping

Foto: William Kreijkes. CC BY-SA 3.0

Um levantamento internacional sobre répteis sob cuidados humanos divulgou seus primeiros resultados. O Worldwide Reptile Super Survey (Grande Levantamento Mundial de Répteis) foi conduzido ao longo de 2024 pela Responsible Reptile Keeping (RRK) em parceria com a Federation of British Herpetologists (FBH), ambas com sede no Reino Unido. Os números publicados são preliminares: a organização informa que ainda está processando o volume completo de respostas.

Por que esse levantamento foi criado

O objetivo declarado pela RRK foi reunir dados globais e detalhados sobre a criação de répteis para subsidiar decisões de políticas públicas com base em evidências. A plataforma de coleta foi desenvolvida pela Full Fat Software e ficou ativa de abril de 2024 a janeiro de 2025. O projeto contou com patrocínio de Arcadia, Exo Terra e Zoo Med.

O que os dados preliminares mostram

Segundo os números divulgados pela RRK, o levantamento reuniu 7.650 respostas de criadores distribuídos por 74 países, mapeou 140.566 animais mantidos sob cuidados humanos e registrou 1.367 espécies distintas. A própria organização esclarece que esses resultados ainda estão sendo processados e não representam o conjunto final.

  • 7.650 criadores em 74 países. A abrangência cobre todos os continentes e deixa claro que a criação responsável de répteis não é fenômeno de um único mercado ou cultura.
  • 140.566 animais mapeados. Cada animal foi declarado pelo próprio responsável, com informações sobre espécie e condições de manejo.
  • 1.367 espécies identificadas. A contagem reúne espécies distintas declaradas pelos próprios participantes.

O que esse levantamento significa para criadores responsáveis

Dados nessa escala documentam que a criação regular e licenciada de répteis existe em dezenas de países, não é prática marginal nem restrita a mercados sem regulação. Para o setor, isso importa por uma razão direta: políticas públicas mal embasadas tendem a tratar toda a atividade como problema, sem separar o criador responsável do tráfico. Levantamentos como este produzem o tipo de evidência que permite mudar esse enquadramento.

Vale registrar que o levantamento é internacional. Os dados coletados não refletem nem substituem a regulamentação brasileira, que tem legislação própria e conta com órgãos federais, estaduais e o MAPA como responsáveis pelas normas de criação em território nacional.

A Nova Abrase acompanha iniciativas de dados setoriais internacionais como parte de seu trabalho de representação do setor legal de fauna no Brasil. Conhecer o cenário global é uma ferramenta para construir argumentos sólidos perante órgãos públicos e o Congresso Nacional.

Este conteúdo é informativo e não substitui análise técnica ou jurídica de caso individual. Questões sobre criação, posse legal ou regularização de animais no Brasil devem ser tratadas com o responsável técnico (RT) do criadouro ou com assessoria jurídica especializada.

Fontes oficiais

Responsible Reptile Keeping. Advocacy and Impact: 2025 Review. Disponível em: responsiblereptilekeeping.org/2025-review. Os números são preliminares: a organização informa que ainda está processando as respostas completas. Full Fat Software. Case Study: Worldwide Reptile Super Survey. Disponível em: fullfatsoftware.com/case-studies/worldwide-reptile-super-survey.

Imagem de capa: dragão-barbudo (Pogona vitticeps). Foto: William Kreijkes, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

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